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  • Sara Moniz

Mulheres que trocam coroas por espadas

Pelo mundo, muito se fala da força e independência da mulher islandesa. Com as eleições a acontecer e sendo a Islândia o país da Europa com a maior percentagem de mulheres no parlamento, resolvi falar um pouco sobre esta união e conquista que já se tornou orgulho nacional e referir algumas mulheres influentes que mudaram a história do país e do mundo.

Começo por referir Vigdís Finnbogadóttir, que foi a primeira mulher no mundo a ser eleita democraticamente presidente em 1980. É impossível medir a influência que ela teve para a nação islandesa e hoje é uma figura acarinhada e muito respeitada pelo povo.

De seguida temos Björk Guðmundsdóttir, uma das cantoras mais influentes e conceituadas do mundo, sempre um passo a frente em termos de inovação e promoção da sua arte.

E, não poderia deixar de referir Jóhanna Sigurðardóttir, a primeira mulher a ocupar o lugar de primeira-ministra da Islândia e a primeira pessoa no mundo abertamente homossexual a presidir um governo.

A Islândia foi escolhida como o melhor país no mundo para uma mulher e conseguimos perceber a razão, entre muitos aspetos, acho importante mencionar que em 2018 foi o primeiro país a impor igualdade salarial entre homens e mulheres na sua legislação.

Anteriormente, em 2016, a mulher islandesa já tinha sido muito falada internacionalmente por diferentes razões. Houve uma deputada que discursou no parlamento, em direto para a televisão nacional, enquanto amamentava a sua filha. Para muitos países esta foi uma notícia com grande impacto, mas para a Islândia foi algo pouco falado pela forma como os habitantes lidam com a naturalidade do ato. E, houve também o caso da Miss Islândia que desistiu de um concurso internacional de beleza por ter-lhe sido pedido que fizesse dieta.

Usei estes exemplos mais recentes para referir como a mulher islandesa sempre lutou por igualdade e respeito de género afirmando os seus ideias, mas esta força vem de muito atrás, se viajarmos até à era Viking, conseguimos perceber como a mulher já tinha acesso a um estatuto e liberdade social mais elevado em relação às mulheres de outras culturas na mesma época. A mulher Viking podia possuir propriedades, pedir o divórcio se não fosse tratada de forma correta, recusar atenção masculina indesejada sendo que estava protegida por lei e partilhar com o homem a responsabilidade de gerir as suas propriedades e terrenos. Também se acredita que a mulher desta era tinha posições de liderança, como é exemplo disso, a descoberta do funeral real feito à “rainha” Aasa que foi enterrada num grande barco recheado de bens valiosos. Acredita-se que a sua nau funerária fora a mais bela nau Viking construída, hoje é conhecida como a nau Oseberg e prova que a mulher era muito amada e tinha vários súbditos ao seu serviço.

As sagas islandesas falam sobre mulheres guerreiras e marinheiras, sendo a mais famosa Auður Djúpauðga que navegou pelos mares abertos com o marido e os escravos e instalou-se na Islândia, ela era a líder e a comandante-chefe como está referido nos seus contos.

Dada a prevalência destas lendas, juntamente com os direitos, estatuto e poder de que a mulher desta era usufruía, parece certamente provável que as mulheres ao longo dos anos mantivessem esta garra e força em alcançar mais.

As mulheres na Islândia representam uma pequena fração da mulher no mundo, mas contribuem muito para lhes dar uma voz.




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